mais é menos
Em uma noite de céu estrelado, constelações com desenhos indefinidos, a tragada da fumaça do seu cigarro seguia como GPS até elas, as estrelas. Mais uma vez, mais uma noite sem dormir direito, mais gritos, mais lágrimas, menos afeto, menos amor, menos toques, menos fidelidade. O celular vibra, um sorriso de canto dos lábios lhe surge, brilhando pelos seus olhos a notificação, não sabe se responde ou se ignora, IGNORA. É insuportável, sua mão tenta acolher o seu peito esquerdo, com a finalidade de apalpar o invisível, é indolor? Acabou a carteira de cigarro, tornou-se perdido pelas estradas desse céu, ainda uma lágrima ousa se abrigar em sua face, ACABOU. Essa fora a última lágrima por ela. Mentiu pra si. No outro dia estava ali abraçado no barulho dela, e ela no seu silêncio.