Agonia
Livres pra cantar, tolerar os erros e descrever seus
detalhes, meu bem. As gargalhadas que nos cobrem e o vazio de um quarto, o que
está a chegar? Rosas jogadas ao chão, copos de vidros quebrados e um amor
solitário. Tivera eu muita decência de reuni-los, sarcasticamente detive meus
impulsos, não agradei a ninguém, por que eu agradaria agora? O pulsar de minhas
veias, o suor do meu pescoço, amor. Mentiras sussurradas à meia-noite, a
neblina que invoca o céu medonho, as ruas desertas nas quais meu eu corre. Estamos
nos aproximando, o terror me acolhe. Vi um garotinho atrás de uma parede, eu
sorri e ele correu. Assaltos e mortes, adeus e olás. Momentos depressivos.

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