ilude meu paraíso inexistente?

Não sou dona do meu próprio nariz, eu caminho sozinha porque opto não ter alguém me acompanhando. Ando desentendida da vida e mal iludida dos sonhos mais bobos que já tive. Nem o pequeno frio que invade as minhas madrugadas consegue tirar um aconchego sequer que o meu corpo precisa, a minha mente deseja aquele café bem quentinho, pra acordar os neurônios somente mais um dia de trabalho. Aqueles rabiscos já não me influenciam no dia-a-dia, eu me vitalizo por coisas que nem me condiz, esqueci de me entregar, meu coração está igual a uma pedra. Preciso que um livro chegue perto de mim e se abra na página mais colorida e intensa, ilude meu paraíso inexistente?

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